Visages, Villages concorre ao Oscar
- 21 de fev. de 2018
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Agnés Varda, cineasta de 90 anos, conhece através de sua filha o fotógrafo JR, consolidando uma “amizade à primeira vista”, como ela relatou. Com uma diferença de 55 anos de idade um para o outro, decidem realizar um documentário por meio de uma viagem de 18 meses pela França.
O nome do filme – Visages, Villages – retrata o objetivo de ambos de, ao serem conduzidos pelo acaso, interagirem com pessoas “normais” no percurso, terem encontros casuais com indivíduos como um carteiro, uma garçonete e um morador de rua, em pequenas cidades francesas.
O automóvel em que se situam para tal objetivo não poderia ser mais original: um caminhão adaptado com uma cabine fotográfica e uma impressora de cópias em formato grande. A ideia seria de que ao percorrerem seu caminho, poderem registrar as pessoas que encontram através de retratos – que muitas vezes eram colados no próprio trajeto.
Agnés e JR foram aplaudidos a pé por 10 minutos após a exibição do filme no festival de Cannes. Receberam o prêmio “Olho de ouro” (Eil D’or), uma homenagem e uma ironia, por seu olhar especial acerca do filme, sua originalidade e poesia, mas também levando em consideração que ambos haviam questões relacionadas ao sentido da visão.
O filme tem um poder de encantar e de dar leveza aos seus expectadores – trata das relações sociais e pessoais de forma muito afetuosa, mostrando inclusive a de ambos os diretores como muitíssimo especial. Um filme tão bonito de se ver – um projeto com uma proposta fluida, espontânea e promissora – que dá vontade de ser vivido. Sua indicação como melhor documentário ao Oscar é de fazer quem o assistiu querer sua vitória com vivacidade.
Quem procura um filme que dê leveza de espírito, confiança nas relações interpessoais e aprecie um belo projeto e fotografia cinemática, fica aí nossa forte recomendação de filme!
Link para trailer: https://www.youtube.com/watch?v=oaq9IMouPIs





















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